Duas coisas na vida sempre me chamaram a atenção: a ave grega mitológica Fênix e o significado de meu nome. Eu estava na quarta série do Ensino Fundamental, atualmente quinto ano, quando, em uma aula sobre mitologia, a professora nos contou o poder da Fênix que após morrer entrava em combustão virando cinzas e passado algum tempo essas cinzas se regeneravam tornando aquela ave uma nova criatura. Foi nessa mesma época que descobri o significado do meu nome: Recomeço, renascimento. Me chamo Renata e gostaria de contar para vocês como esses dois símbolos sempre se fizeram presente em minha vida e o modo que entendi a poesia e a tragédia por trás deles. Puxei o capuz do fino casaco preto que vestia sobre a cabeça quando a garoa começou a cair tímida e fina sobre mim. Ajeitei a mochila nas costas e a bolsa que trazia pendurada no braço com cuidado para não despertar Otávio que agora dormia serenamente. Arrumei a manta grossa sobre seu corpo pequeno e quente para que, pelo menos, ele não fic...
Prazer, sou a hipérbole A figura do exagero Preste bem atenção em mim Pois me entrego por inteiro. O meu um vira um milhão Poucas horas viram cem dias Se estou perdida numa rua Digo que estou no meio de trezentas vias. Quando caio me quebro toda E no joelho só um arranhão Isso só passa a ser mais sério Quando a ferida é no coração. Os meus dias são intensos Tem exageros, afins e mais Ou são cheios de adrenalina Ou afogados num mar de paz. Prazer, eu sou a hipérbole A figura do exagero O excesso as vezes é bom, Mas a mim sufoca; ele é sorrateiro.
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