Hipérbole

Prazer, sou a hipérbole
A figura do exagero 
Preste bem atenção em mim
Pois me entrego por inteiro.

O meu um vira um milhão 
Poucas horas viram cem dias
Se estou perdida numa rua
Digo que estou no meio de trezentas vias.

Quando caio me quebro toda
E no joelho só um arranhão 
Isso só passa a ser mais sério
Quando a ferida é no coração.

Os meus dias são intensos
Tem exageros, afins e mais
Ou são cheios de adrenalina
Ou afogados num mar de paz.

Prazer, eu sou a hipérbole 
A figura do exagero
O excesso as vezes é bom, 
Mas a mim sufoca; ele é sorrateiro. 

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